quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Utopia

Perdi hotmail, facebook, e desde já, entro num processo de desapego e encerro o twitter e meu blog Por Ele.

Deixo esse vídeo:



Nós nos reuniríamos, todos numa sala
Apertaríamos nossos cintos
e promoveríamos um diálogo
Iríamos com calma e
relaxariamos sem culpa
Não mentiríamos e não teríamos medo
E discordaríamos sem fazer julgamento
Ficaríamos e responderíamos
E expandiríamos e compreenderíamos
E permitiríamos e perdoaríamos
E nos divertiríamos e amadureceríamos
E discerniríamos e questionaríamos
E aceitaríamos e admitiríamos
E revelaríamos e nos abriríamos
E nos comunicaríamos e falaríamos sem medo

Essa é Utopia
Essa é minha Utopia.
Esse é meu ideal, meu cessar fogo.
Utopia, essa é a minha Utopia.
Meu nirvana.
Meu ponto final.

Abriríamos nossos braços
Pularíamos
E nos jogaríamos sem receio
Nas redes de salvamento.
(correto - rede de bombeiros)
Compartilharíamos e escutaríamos
E apoiaríamos e acolheríamos
E seríamos movidos à paixão
Não investiríamos em resultados
E respiraríamos e seríamos privilegiados
Apreciaríamos a diferença
E seríamos gentis e daríamos
Uma chance a todas as emoções.

Essa é Utopia
Essa é minha Utopia.
Esse é meu ideal, meu cessar fogo.
Utopia, essa é a minha Utopia.
Meu nirvana.
Meu ponto final.

Promoveríamos discussões
Onde todos falaríamos
E todos ouviriam
E todos se sentiríam notados.

E nos levantaríamos depois dos obstáculos
Mais esclarecidos e mais agradecidos
E nós nos curaríamos, seriamos
Mais modestos e invencíveis
E nos apegaríamos e nos
Esqueceríamos e saberíamos quando
Escolher entre uma coisa e outra
E nos libertaríamos e nos desarmaríamos
E suportaríamos e nos sentiríamos seguros

Essa é Utopia
Essa é minha Utopia.
Esse é meu ideal, meu cessar fogo.
Utopia, essa é a minha Utopia.
Meu nirvana.
Meu ponto final.

Alanis Morissete

sexta-feira, 14 de maio de 2010

sexta-feira, 7 de maio de 2010

O cântico da Terra.

Eu sou a terra, eu sou a vida.
Do meu barro primeiro veio o homem.
De mim veio a mulher e veio o amor.
Veio a árvore, veio a fonte.
Vem o fruto e vem a flor.

Eu sou a fonte original de toda vida.
Sou o chão que se prende à tua casa.
Sou a telha da coberta de teu lar.
A mina constante de teu poço.
Sou a espiga generosa de teu gado
e certeza tranqüila ao teu esforço.

Sou a razão de tua vida.
De mim vieste pela mão do Criador,
e a mim tu voltarás no fim da lida.
Só em mim acharás descanso e Paz.

Eu sou a grande Mãe Universal.
Tua filha, tua noiva e desposada.
A mulher e o ventre que fecundas.
Sou a gleba, a gestação, eu sou o amor.

A ti, ó lavrador, tudo quanto é meu.
Teu arado, tua foice, teu machado.
O berço pequenino de teu filho.
O algodão de tua veste
e o pão de tua casa.

E um dia bem distante
a mim tu voltarás.
E no canteiro materno de meu seio
tranqüilo dormirás.

Plantemos a roça.
Lavremos a gleba.
Cuidemos do ninho,
do gado e da tulha.
Fartura teremos
e donos de sítio
felizes seremos.

Cora Coralina

Teoria da prosperidade com Cristo?

kkkkk

domingo, 25 de abril de 2010

Oração para a Vida.

O Teatro Mágico

"Há manhãs que me trazem o medo
De ter de perto de mim alguém
Quanto aos prantos me vejo sozinho
Que sei que aqui no mundo espero Alguém.

Alguém que...
... Que me faça esperar pelo agora!

Pássaro canta, a flor floresce ao dia
Bem ouvido para quem acorda o céu
Quantos rostos o acaso me traz
O momento relento da minha oração.

Horas são
Horas vão
Horas são
Poeta que brinca de pega-pega
Te busco em minha composição.

Tua saudade
Que fosse metade minha
Que me encontrasse
Como as horas encontra o dia.

Poeta que brinca com a dona esperança
Por que a vida é o coletivo das horas que são pro dia.
"

Aguardo-te!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Caminho de Emaús.

E no caminho se dava passo não para trevas, porque ele se fora, mas para a luz, mostrando que ainda havia fé, não negando seus milagres e sua presença de Rei que fora morto como previsto sem reais explicações. Ele se foi e a tristeza bate nos peitos. Bate porque o que deveria ser coroado foi com espinhos? Tudo planejado? Se machucou, se humilhou e falou coisas que, ás vezes, não convinha ouvir, assustava. Tudo feito da forma correta? Ao redor, a tristeza mais batia porque não cumpriu o tipo de reinado dos corações que não ardiam. E em atitudes mostrava que não tinha medo da solidão, já enfrentara antes para se cumprir o propósito maior. Ele que viu poder e tristeza em total intensidade, essa que imaginamos um dia não aguentar. Convidado, assim ficou, dividiu e se foi. Se foi?

Planejaremos quando seu retorno?

Fevereiro com Priscila Cáliga.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

AMAR na chuva...

"Que pode uma criatura senão,
senão entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita."

Carlos Drummond de Andrade.

Informações sobre postos de arrecadação.